Toxoplasmose: análise preliminar dos dados coloca água e hortaliça como possíveis origens do surto

Os trabalhos de investigação do surto de Toxoplasmose que atinge Santa Maria seguem sendo prioridade entre os órgãos de Saúde do Município, do Estado e da União. Nesta terça-feira (26), técnicos do Ministério da Saúde estiveram na cidade para esclarecer as análises realizadas até então. Conforme os profissionais, o trabalho de investigação da origem do surto ainda segue e não há, ainda, a exata confirmação do foco da contaminação. No entanto, os técnicos explicaram que, após uma análise preliminar, existem duas possibilidades para a origem do surto: água ou hortaliças.

Conforme o prefeito Jorge Pozzobom, como a origem ainda não está claramente definida, os órgãos de Saúde seguem trabalhando em três eixos prioritários: a prevenção, reforçando a necessidade de que as medidas de precaução sejam seguidas com rigor pela comunidade; a assistência e atendimento aos usuários, reforçando a garantia de medicamentos aos pacientes; e a investigação do surto, com realização de testes e análises.

“As análises demonstram que houve uma queda no surto, mas em hipótese alguma podemos dizer que acabou. Todas as medidas de prevenção devem continuar: consumir água fervida ou filtrada, lavar com rigor as hortaliças e a atenção absoluta das gestantes. Não podemos nos descuidar dessas ações, pois não queremos que novos casos apareçam”, enfatizou o prefeito Jorge Pozzobom.

INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO

Durante a apresentação das possíveis causas do surto, o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto, que representou o Ministério da Saúde na ocasião, destacou que foi feito um estudo retrospectivo de todas as informações colhidas em Santa Maria, além de terem sido levadas em consideração os casos de surtos de Toxoplasmose registrados no Brasil e no Exterior.

“Os dados coletados aqui foram encaminhados para o Ministério da Saúde. Sentamos com todos os técnicos, de diferentes áreas, para analisarmos esse material. A probabilidade de encontrar esse protozoário dentro de um alimento ou dentro da água é uma constante em várias partes do mundo. Chegamos a dados que nos direcionam, mas que não dão certeza ainda, dessa possibilidade de a contaminação ser pela água ou pelas hortaliças. Como isso é uma probabilidade, não uma comprovação, seguiremos fazendo pesquisas e análises criteriosas”, explicou Okumoto, não descartando a possibilidade de uma contaminação cruzada, mas afirmando que carnes, linguiça e embutidos, por exemplo, foram descartados.

“Os estudos mostram que algumas questões foram afastadas estatisticamente, mas que outras seguem e devemos seguir na investigação. Nosso objetivo com essa investigação persistente para evitar que um novo surto se repita”, complementou o secretário estadual de Saúde, Francisco Paz.

Ainda durante a coletiva, o Diretor de Inovação, Relacionamento e Sustentabilidade da Corsan, Eduardo Carvalho, afirmou que a companhia segue auxiliando no trabalho de investigação. Segundo ele, além dos procedimentos rotineiros e de controle de qualidade, a Corsan está, nesta e na próxima semana, realizando a manutenção dos 29 reservatórios da cidade, medida que, anualmente, é realizada.

Também participaram da coletiva de imprensa, a secretária de Saúde de Santa Maria, Liliane Mello Duarte; o delegado da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, Roberto Schorn; e a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Marilina Bercini;

Texto: Mariana Fontana (Mtb 17.770)
Foto: João Alves (Mtb 17.922)

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