Lançada a pedra fundamental do Hospital Sírio-Libanês de Brasília

Unidade será um reforço para a saúde, afirmaram o governador Rodrigo Rollemberg e o secretário Humberto Fonseca – Foto: Mariana Raphael

Brasília ganhará a primeira unidade hospitalar completa da rede Sírio-Libanês fora de São Paulo. A pedra fundamental, simbolizada pelo plantio de um ipê, foi lançada nesta quinta-feira (26), na Quadra 613 Sul, próximo ao Centro de Oncologia da entidade.

O prédio de 30 mil metros quadrados terá capacidade para comportar até 144 leitos de internação. Desse total, 31 são para unidades de terapia intensiva (UTI) e seis para salas de cirurgia. A unidade contará ainda com um pronto-atendimento. A expectativa é que o hospital ofereça mais de 500 empregos no DF.

Presente na cerimônia, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, destacou que o Sírio-Libanês, com seu viés filantrópico, será um reforço tanto na saúde privada, utilizada por 30% das pessoas do DF, como para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Temos a possibilidade de ampliar os projetos em conjunto para que os pacientes do SUS possam ser atendidos também no Sírio. Quer sejam os 30% que contam com a rede privada, quer sejam os 70% que dependem do SUS, a vinda do Sírio representa um ganho muito grande para a capital”, afirmou Fonseca.

Um desses benefícios foi o contrato firmado com a secretaria, por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), para realizar 1,2 mil atendimentos em radioterapia para pacientes oncológicos em três anos, ou seja, 400 por ano.

Outro foi a capacitação de aproximadamente 200 servidores da Secretaria de Saúde pelos profissionais do Sírio-Libanês em cursos de especialização, como gestão da clínica nas regiões de saúde, regulação em saúde no SUS, entre outros.

CONQUISTA – Na avaliação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, a vinda do hospital é uma conquista para o Distrito Federal.

“O Sírio-Libanês é uma instituição de excelência, e contribui para qualificar ainda mais os serviços de saúde do Distrito Federal. É uma instituição filantrópica e permite a contratualização com o poder público, oferendo serviços gratuitos para a população e de excelente qualidade”, declarou.

Segundo o oncologista e diretor-geral do Sírio-Libanês em Brasília, Gustavo Fernandes, o corpo clínico da unidade é 70% formado por profissionais locais. “Viemos para abrir as portas a toda a nossa expertise em saúde. A nossa história na capital federal é feita por pessoas que confiam o tratamento a nós”, comentou.

O Hospital Sírio-Libanês atua em Brasília desde 2011, com três unidades: dois centros de oncologia – um na Asa Sul e outro no Lago Sul – e um de medicina diagnóstica.

INVESTIMENTO – O investimento total na nova unidade será de R$ 260 milhões, sendo que R$ 202 milhões são provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Distrito Federal.

Por Leandro Cipriano, da Agência Saúde

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