PARÁ – Campanha nacional contra quatro doenças beneficiará estudantes

Será realizada, de março a junho deste ano, a V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose 2018 destinada aos estudantes de 5 a 14 anos de idade, matriculados no Ensino Fundamental das escolas públicas de municípios de brasileiros com vulnerabilidade social e elevado risco de adoecimento para esses doenças. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a campanha tem parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e terá suas ações executadas pelas Secretarias Municipais de Saúde e de Educação.  No Pará, a campanha acontecerá em 5.332 escolas municipais alcançando aproximadamente 900 mil estudantes.

Além informar os estudantes sobre os sinais e sintomas dessas doenças favorecendo o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, a Campanha tem o objetivo de fazer busca ativa de casos novos de hanseníase, exames para detecção e tratamento dos casos de tracoma em escolares, profilaxia para as geo-helmintíases, exame parasitológico de fezes para esquistossomose, tratamento dos escolares e, se indicado, exames e tratamento dos seus contatos.

A Campanha foi apresentada pela coordenadora estadual de Controle da Hanseníase, Rita Beltrão, na reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde (CES), realizada na última sexta-feira (23). Ela disse que, este ano, os 109 municípios prioritários para ações de hanseníase aderiram à Campanha, que também abrangerá mais 14 municípios não prioritários, mas que fizeram adesão espontânea, totalizando 123 municípios paraenses. “Este ano temos a adesão de 100% dos municípios prioritários”, comemora a coordenadora da Sespa.

Para a realização da campanha, os 109 municípios receberam recursos financeiros diretamente do Ministério da Saúde, num total de R$ 2.181.268,41, sendo que cada município recebeu recurso de acordo com o número de estdantes abrangidos pela campanha.

Hanseníase – Doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele e os nervos de pessoas de qualquer sexo, idade ou classe social. Se não for tratada, a doença pode causar diversas deformidades pelo corpo.

Verminoses – Infecções causadas por parasitas que se instalam no interior do corpo. As verminoses podem causar dores abdominais, diarreias frequentes, anemia, palidez excessiva, perda de peso, barriga inchada e sangramentos intestinais. Em crianças, pode haver dificuldade de aprendizagem e retardo no crescimento.

Tracoma – Doença bacteriana que acomete os olhos. Se não for tratada, pode prejudicar a visão e causar cegueira. Os olhos de pessoas afetadas pelo Tracoma podem apresentar vermelhidão, lacrimejamento, coceira, irritação, secreção, sensação de corpo estranho e intolerância à luz. Em alguns casos, não há manifestação de sintomas.

Rita Beltrão também comentou e fez uma avaliação positiva sobre a Campanha pelo Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, que foi aberta no dia 31 de janeiro pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no Pará, que ocupa o quarto lugar no ranking da doença no Brasil.

Na oportunidade, o conselheiro Admilson Picanço, representante Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) parabenizou a Sespa e a Coordenação Estadual por conseguir a adesão de todos os municípios prioritários à campanha que será realizada junto aos escolares. Ele também ressaltou a importância da contribuição do Morhan como entidade parceira da Sespa.

Picanço do compromisso assumido pelo ministro da Saúde Ricardo Barros em avaliar a viabilidade do projeto de cirurgias reparadoras em pacientes sequelados pela hanseníase, que foi entregue a ele, ao governador Simão Jatene e ao secretário de Estado de Saúde, Vitor Mateus, no dia do lançamento da Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase.  “Precisamos avançar mais para reduzir a subnotificação da hanseníase no Estado, intensificar as capacitações, fazer busca ativa e examinar contatos de doentes”, afirmou o conselheiro.

Incidência – De acordo com a Sespa, os dados parciais de 2017 apontam uma taxa de detecção de hanseníase na população geral de 28,31 por 100 mil habitantes; e uma taxa de detecção em menores de 15 anos de idade de 8,82 por 100 mil habitantes.

Fonte – SESPA

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