BRASÍLIA – DF passa a oferecer profilaxia pré-exposição ao HIV

Pessoas com maior risco de contrair HIV no Distrito Federal passaram a contar, a partir deste mês, com um novo método de prevenção do vírus, oferecido pelo Ministério da Saúde: a profilaxia pré-exposição (PrEP), uma pílula que combina dois medicamentos e funciona como uma barreira antes que o indivíduo tenha contato com o vírus.

A medicação está disponível no Hospital Dia. Em cerca de 15 dias, 31 usuários da rede pública de saúde do DF já buscaram o acolhimento da unidade para iniciar a medicação. “Destes, apenas um não pôde fazer uso da pílula por não ter sido classificado como alguém do grupo de maior vulnerabilidade”, frisa o infectologista da unidade, José David Urbaez Brito. Isso porque, para ter acesso ao medicamento, é preciso estar dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, como por exemplo, ter relacionamento fixo com parceiro já infectado com HIV.

Quem se encaixa nos critérios (ver infográfico) pode procurar o Hospital Dia às quartas-feiras. “A pessoa passa por um acolhimento e, estando dentro do grupo de vulnerabilidade, é encaminhada para equipe multidisciplinar, quando se aplica um questionário específico para triagem da PrEP. Iniciando o tratamento, ela tem retorno agendado para 28 dias depois, quando é feita nova avaliação”, detalha o médico.

Ele explica que quem já tem o vírus não pode fazer essa profilaxia. “Por isso, em cada consulta fazemos um teste rápido. Para pacientes já infectados, é feito outro tipo de medicação, com três drogas diferentes das utilizadas na PrEP”, explica David.

CAMISINHA – Segundo o Ministério da Saúde, após o início da PrEP, o efeito protetivo só começa após o sétimo dia de uso diário do medicamento para as relações envolvendo sexo anal. No caso de sexo vaginal, a proteção só começa após 20 dias de uso diário.

O infectologista José David frisa, porém, que a novo recurso não substitui o uso de preservativo. “Como toda medicação, ela também tem efeitos colaterais”, destaca. Sem contar que a camisinha também previne outras doenças sexualmente transmissíveis.

PILOTO – O Ministério da Saúde lançou a profilaxia pré-exposição em dezembro do ano passado. Cerca de 40 serviços em todo território nacional foram selecionados para participar do projeto piloto.

O Ministério da Saúde estima que, no primeiro ano, sejam contempladas cerca de 10 mil pessoas. Nos próximos cinco anos, o programa tem o objetivo de oferecer a PrEP a 54 mil pessoas.

Segundo o infectologista do Hospital Dia, José David, todos os pacientes que recebem a profilaxia estão registrados em sistema do Ministério da Saúde, para análise de resultados do uso do novo método. “No final do ano, o ministério deve fazer a análise do custo e efetividade da metodologia e, se aprovada, deverá expandir para outras unidades de saúde. Com isso, precisaremos de recursos humanos, laboratoriais, espaço físico e treinamento criterioso para esta política de prevenção”, elenca.

PÓS-EXPOSIÇÃO – Diferente da PrEP, a Profilaxia Pós-exposição (PeP) é outro método de prevenção utilizado no pós exposição ao vírus. A PEP deve ser iniciada até 72 horas após a relação sexual sem camisinha ou acidente com algum objeto perfuro-cortante onde possa ter havido contato com o vírus. O tratamento é feito com três medicamentos e dura 28 dias. A PEP também está disponível no SUS.

Confira a galeria de fotos.

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Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal

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